Crítica | "Os 7 de Chicago" da Netflix explode com atuações fortes em uma trama intensa e muito relevante

Na safra dos bons lançamentos, a Netflix une grande elenco, incluindo Mark Rylance, Eddie Redmayne, Frank Langella, Sacha Baron Cohen, Michael Keaton e Yahya Abdul-Mateen II, em seu novo drama Os 7 de Chicago, filme de Aaron Sorkin (A Rede Social), que estreou nesta sexta-feira (16).

Confira abaixo nossa crítica sem spoiler:

Divulgação/Netflix


Com Os 7 de Chicago, Aaron Sorkin conta uma história crucial, trazendo à vida um dos julgamentos mais notórios que os Estado Unidos já viu.

Em ritmo acelerado, somos levados à uma emocionante e por vezes revoltante aula de história, em um julgamento extremamente político que perdurou por meses e acusou oito homens pelos tumultos de 1968 ​​e por organizar uma conspiração para provocar violência nas ruas de Chicago.

O abuso do poder que vem do topo da hierarquia é narrado em uma junção de cenas ambientadas em um tribunal e reconstituições de protesto e imagens documentais do notório movimento.

Divulgação/Netflix


O perigo do imoderado controle de um sistema totalitário que repercutiu nos anos 60 é trazido à tona com iminência em um momento decisivo de uma das eleições mais importantes dos EUA, entretanto, a mensagem não se restringe somente ao país.

A reconstrução do caso é pesada, porém com um grupo eletrizante que dá um grito por justiça, ecoando no silêncio daqueles que se viram presos nas artimanhas de um julgamento totalmente imparcial.

Em meio a todo esse circo, Sorkin joga sem medo o espectador no embaraçado conflito de interesses, o que pode parecer confuso à quem não conhece a história tão bem (recomendamos aqui, ler um pouco sobre o caso antes de ver o filme). No entanto, o elenco mastiga cada cena com potência, o protagonismo é divido, oscilando entre boas e excelentes performances.

Divulgação/Netflix


Os 7 de Chicago explode com atuações fortes de Joseph Gordon-LevittSacha Baron CohenEddie RedmayneYahya Abdul-Mateen IIFrank Langella, apropriadamente provocativas e que se mostram precursoras na disputa por indicações ao Oscar.

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"O mundo inteiro está assistindo!" Este é grito do movimento de protesto que aparece várias vezes no filme, e que sem dúvida, expira o desejo da trama.

Os 7 de Chicago é extremamente intenso e muito relevante.

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